o pior da vida
é viver todos os dias iguais,
ou não vivê-los...
o pior dos sonhos é o não sonhado,
o pior da dor é não encontrar o remédio,
o pior da prisão é aquela sem grades,
não recua no meio do caminho,
atravessa o rio ,
mesmo que não haja pontes,
abra todas as portas da casa desconhecida,
conheça os incômodos cômodos,
vá de um canto a outro, vasculha,
abra as janelas
e canta as novas canções
despertando a felicidade...
não murmura, GRITA!
ousa, procura as respostas...elas estão aí...
bem guardadas no cofre da mente
siga a sua intuição...não deixa para amanhã!
a felicidade não conhece o futuro
e não permanece no passado,
ela deseja e só conhece o presente.
Vá em frente, enfrenta!
o cansaço do tempo, não quer mais esperar...
A felicidade?
boceja, adormece, silencia
e as vezes se despede
por ter sido ignorada,
despejada nos supérfluos
que inventamos, dia após dia,
no engano de continuar
a viver sem ser feliz!
nas nossas mãos , está ela
pronta para dizer adeus a solidão ...
quinta-feira, 6 de março de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
desconhecido
na praça só estávamos eu, Ana Júlia , Bob Marley
e um ilustre desconhecido...
o sol estava tão quente
que mesmo nos ajeitando no banco de madeira sob as árvores
não nos acomodávamos...
passamos de um banco para outro
em busca de mais conforto
e acabamos nos sentando em frente
ao desconhecido:um homem com idade que poderia ser de 30 ou 50 anos
dormia, com muitas sacolas sob o banco,
mal cuidado no jeito de se vestir
e com sapatos lhe calçando os pés sujos.
O Bob não deixou barato.
Na curiosidade de cão,
deu-lhe aquela "cheirada"
que pode significar - "muito prazer"
ou "quem é voce, de comportamento não costumeiro?"
Assustado, o agora conhecido do Bob,
acordou, foi até a torneira da praça;
lavou o rosto, os braços e... os pés calçados!
"Ele não morde" eu disse para despreocupa-lo.
Pronto!Estabelecemos um canal de comunicação:
"estou vindo de Minas à pé... andei muitos Km...
estou descansando para continuar..."
E prá onde? perguntamos...
"mundo afora... eu e Deus... (apontando o céu)
estou esperando o sol "baixar"... o calor judia..."
e ficou prestando atenção no Bob e outros cachorros
com seus donos...comentou sobre eles...
com o ar sábio , olhando uma jovem, bem acima do peso,
que passava pela calçada, comentou:
"veja isso, como pode ficar assim?"
"deve comer tudo o que encontra pela frente...
"será que ela não percebe?"
Eu e a Ana Júlia , surpresas com o comentário...
"é... isso não é bom..."
"eu, tomei o meu café da manhã, nem almocei ainda!"
a gente come só quando tem fome...
"Olha a moça! que coisa!"
despedimo-nos do desconhecido
que tem Deus como companhia,
na sua viagem interminável ... no seu enorme mundo
e voltamos com o Bob para o nosso pequeno espaço,
nos questionando: parece sábio o homem
que vive só neste mundão de Deus!
e um ilustre desconhecido...
o sol estava tão quente
que mesmo nos ajeitando no banco de madeira sob as árvores
não nos acomodávamos...
passamos de um banco para outro
em busca de mais conforto
e acabamos nos sentando em frente
ao desconhecido:um homem com idade que poderia ser de 30 ou 50 anos
dormia, com muitas sacolas sob o banco,
mal cuidado no jeito de se vestir
e com sapatos lhe calçando os pés sujos.
O Bob não deixou barato.
Na curiosidade de cão,
deu-lhe aquela "cheirada"
que pode significar - "muito prazer"
ou "quem é voce, de comportamento não costumeiro?"
Assustado, o agora conhecido do Bob,
acordou, foi até a torneira da praça;
lavou o rosto, os braços e... os pés calçados!
"Ele não morde" eu disse para despreocupa-lo.
Pronto!Estabelecemos um canal de comunicação:
"estou vindo de Minas à pé... andei muitos Km...
estou descansando para continuar..."
E prá onde? perguntamos...
"mundo afora... eu e Deus... (apontando o céu)
estou esperando o sol "baixar"... o calor judia..."
e ficou prestando atenção no Bob e outros cachorros
com seus donos...comentou sobre eles...
com o ar sábio , olhando uma jovem, bem acima do peso,
que passava pela calçada, comentou:
"veja isso, como pode ficar assim?"
"deve comer tudo o que encontra pela frente...
"será que ela não percebe?"
Eu e a Ana Júlia , surpresas com o comentário...
"é... isso não é bom..."
"eu, tomei o meu café da manhã, nem almocei ainda!"
a gente come só quando tem fome...
"Olha a moça! que coisa!"
despedimo-nos do desconhecido
que tem Deus como companhia,
na sua viagem interminável ... no seu enorme mundo
e voltamos com o Bob para o nosso pequeno espaço,
nos questionando: parece sábio o homem
que vive só neste mundão de Deus!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Reencontro
Canto as cantigas
para enfeitar o reencontro dos amigos!
um céu azul, pouco sol,
harmonizando o encontro ao redor
da mesa redonda.
Encobria- nos de flores e de verdes,
o jardim feito e cuidado pela dona da casa...
Nesse ambiente de paz,
o tempo não havia passado...
se amigos se tornam irmãos, ali estavam os meus irmãos
perpetuei aquele momento na memória,
onde ficam as bagagens do amor...
a dona da casa, fez macarrão e bolo de tapioca,
aquele que eu gosto muito , e tem o sabor da sua vida:
perfeito, não muito doce, nem sem doce - na medida!
Ela decide a vida e pronto! Está decidido...
mantém o seu jardim, a sua casa, os seus filhos,
e a ela mesma, com uma força incomparável,
ela é dona dela, contrói as trilhas do seus caminhos
e deixa a sua marca...corajosa nas suas decisões
supera, renova, e persegue as suas intuições...
isso é o que ela me ensina, dia a dia...
não tenho como retribuir...
penso em suas dores superadas, descartadas...
sou pequena para ousar...Grande Dedé!
à sombra das plantas coloridas,na mesa redonda com bolo e café
encontro no olhar azul, a amiga que me inspira bondade
questiona e me ampara ao mesmo tempo,
parece mais frágil mas, sempre foi dona da sua vida,
se enfeita ,se veste de cores, me acalma,
é cuidadora... sem notar, cuida de mim
Receptiva, para o que vier, a Célia ,
sem usar açúcar mas com muito afeto,
está sempre com o coração pronto para me acolher!
no verde das folhas despejando bem estar, está
aquela que me passa simplicidade e beleza...
"quero você bonita, feliz, alegre.."
também desejo a você, meu bem... e mais que isso:
há de romper com as amarras e ficar livre para um grande amor!
e assim, misteriosa, a Ivani está conosco...
de peito aberto, sorriso largo, na diagonal da mesa,com alguns raios de sol atravessando a folhagem e lhe caindo sobre o rosto, está o Paulo,
que me acompanhou a vida toda... esteve nela!
conta os contos de sua vida riquíssima, comparada a minha:
não se deteve nos pequenos espaços, viajou o mundo,
destrancou-se , livrou-se da vida "micro"
e sem medo vai de norte a sul, de leste a oeste:
passou longe das correntes, algemas, das amarras
é inteiramente livre ...
e me compreende como quando criança:
há muito tempo quis endireitar o meu dedinho torto, com uma martelada:
" não chore, eu ponho gelo e seu dedo fica consertado..."
dessa vez, não martelou o meu dedo...
a leveza , as palavras tão claras, e o quanto sabe de si,
respinga em todas nós um sentimento de alegria e admiração!
ele me protege, sem se dar conta...
domina a sua vida, toma conta dela!
Dia de paz...no reencontro não programado,
dos amigos irmãos, na casa da Dedé...
para enfeitar o reencontro dos amigos!
um céu azul, pouco sol,
harmonizando o encontro ao redor
da mesa redonda.
Encobria- nos de flores e de verdes,
o jardim feito e cuidado pela dona da casa...
Nesse ambiente de paz,
o tempo não havia passado...
se amigos se tornam irmãos, ali estavam os meus irmãos
perpetuei aquele momento na memória,
onde ficam as bagagens do amor...
a dona da casa, fez macarrão e bolo de tapioca,
aquele que eu gosto muito , e tem o sabor da sua vida:
perfeito, não muito doce, nem sem doce - na medida!
Ela decide a vida e pronto! Está decidido...
mantém o seu jardim, a sua casa, os seus filhos,
e a ela mesma, com uma força incomparável,
ela é dona dela, contrói as trilhas do seus caminhos
e deixa a sua marca...corajosa nas suas decisões
supera, renova, e persegue as suas intuições...
isso é o que ela me ensina, dia a dia...
não tenho como retribuir...
penso em suas dores superadas, descartadas...
sou pequena para ousar...Grande Dedé!
à sombra das plantas coloridas,na mesa redonda com bolo e café
encontro no olhar azul, a amiga que me inspira bondade
questiona e me ampara ao mesmo tempo,
parece mais frágil mas, sempre foi dona da sua vida,
se enfeita ,se veste de cores, me acalma,
é cuidadora... sem notar, cuida de mim
Receptiva, para o que vier, a Célia ,
sem usar açúcar mas com muito afeto,
está sempre com o coração pronto para me acolher!
no verde das folhas despejando bem estar, está
aquela que me passa simplicidade e beleza...
"quero você bonita, feliz, alegre.."
também desejo a você, meu bem... e mais que isso:
há de romper com as amarras e ficar livre para um grande amor!
e assim, misteriosa, a Ivani está conosco...
de peito aberto, sorriso largo, na diagonal da mesa,com alguns raios de sol atravessando a folhagem e lhe caindo sobre o rosto, está o Paulo,
que me acompanhou a vida toda... esteve nela!
conta os contos de sua vida riquíssima, comparada a minha:
não se deteve nos pequenos espaços, viajou o mundo,
destrancou-se , livrou-se da vida "micro"
e sem medo vai de norte a sul, de leste a oeste:
passou longe das correntes, algemas, das amarras
é inteiramente livre ...
e me compreende como quando criança:
há muito tempo quis endireitar o meu dedinho torto, com uma martelada:
" não chore, eu ponho gelo e seu dedo fica consertado..."
dessa vez, não martelou o meu dedo...
a leveza , as palavras tão claras, e o quanto sabe de si,
respinga em todas nós um sentimento de alegria e admiração!
ele me protege, sem se dar conta...
domina a sua vida, toma conta dela!
Dia de paz...no reencontro não programado,
dos amigos irmãos, na casa da Dedé...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Amy
Talento e tormento
O que é que te faz assim, menina?
Tão bela,tão frágil, tão viva e tão perto da morte?
que mundo é esse que voce inventou?
como pode criar e se destruir?
como pode cantar e se envenenar?
com voz "blusada" voce brinca com a melodia,
faz e desfaz do agudo
e do grave perfeito, no timbre
que é só seu..
e só seus são os 20 anos vividos,
cantados, bebidos nos copos dos palcos...
que tanta graça no jeito de ser?
nos cabelos inventados,
nas roupas de boneca que te veste
para o palco do mundo...
por que tanto desamor e descuido com voce
se pro mundo voce escreve,
e melódicamente canta o amor?
Amy Winehouse ...a voz jovem
que o mundo descobre,
e procura dar sentido para
os becos, ecos, sons,
entoados no obscuro caminho
sem volta...
se eu pudesse, menina,
te mostraria o outro lado:
a platéia que voce presenteia ,
o brilho e a grandeza
da estrela cadente,
que cai "black"!
No, no, no...
O que é que te faz assim, menina?
Tão bela,tão frágil, tão viva e tão perto da morte?
que mundo é esse que voce inventou?
como pode criar e se destruir?
como pode cantar e se envenenar?
com voz "blusada" voce brinca com a melodia,
faz e desfaz do agudo
e do grave perfeito, no timbre
que é só seu..
e só seus são os 20 anos vividos,
cantados, bebidos nos copos dos palcos...
que tanta graça no jeito de ser?
nos cabelos inventados,
nas roupas de boneca que te veste
para o palco do mundo...
por que tanto desamor e descuido com voce
se pro mundo voce escreve,
e melódicamente canta o amor?
Amy Winehouse ...a voz jovem
que o mundo descobre,
e procura dar sentido para
os becos, ecos, sons,
entoados no obscuro caminho
sem volta...
se eu pudesse, menina,
te mostraria o outro lado:
a platéia que voce presenteia ,
o brilho e a grandeza
da estrela cadente,
que cai "black"!
No, no, no...
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Chico
Canções do chico
todas elas...
isto mesmo :vou me dar de presente
quero encontrar aquela
que deve ser cantada
para o amigo,
a amiga,
para o João,
para a Maria,
a cabrocha,
para o pedreiro,
o padre,
a moça,
a amante,
o amante
a amada,
o malandro,
a mulata,
para a criança
o velho,
a namorada,
pra minha mãe,
meu pai
para os filhos,
para o homem da nossa vida,
para o amor encontrado,
para o amor perdido...
Ai...ai esse Chico !
que luz te ilumina?
todas elas...
isto mesmo :vou me dar de presente
quero encontrar aquela
que deve ser cantada
para o amigo,
a amiga,
para o João,
para a Maria,
a cabrocha,
para o pedreiro,
o padre,
a moça,
a amante,
o amante
a amada,
o malandro,
a mulata,
para a criança
o velho,
a namorada,
pra minha mãe,
meu pai
para os filhos,
para o homem da nossa vida,
para o amor encontrado,
para o amor perdido...
Ai...ai esse Chico !
que luz te ilumina?
palavras
O dia acaba,
acabo com os chocolates
e espero a noite,
ao som dos joões,
Gilberto e Bosco
"a tardinha cai"
"caía, a tarde feito um viaduto"
fico me lembrando das duas épocas vividas:
calma, tranquila e esperança no coração ainda muito jovem!
intolerante, e com o coração inconformado
na platéia dos absurdos!
Despenca a esperança nos novos tempos:
e a tardinha cai, feito um viaduto...
e o bêbado, no barquinho a navegar ...
acabo com os chocolates
e espero a noite,
ao som dos joões,
Gilberto e Bosco
"a tardinha cai"
"caía, a tarde feito um viaduto"
fico me lembrando das duas épocas vividas:
calma, tranquila e esperança no coração ainda muito jovem!
intolerante, e com o coração inconformado
na platéia dos absurdos!
Despenca a esperança nos novos tempos:
e a tardinha cai, feito um viaduto...
e o bêbado, no barquinho a navegar ...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
noite
madrugada afora
lá se vão os espíritos,
os medos, os cortes, os nortes...
lá se vai o superego,
e a sobra do ego é colocado à mesa dos insensatos...
procura espaço, se ajeita, se impõe!
lá se vai escura, a noite sem lua
pedindo licença
para continuar a dança
que ensaiou na claridade do dia,
de corpo, de alma, de eros e calma...
cai na rua deserta e faz
morada na casa da solidariedade,
e samba ao som do implacável silêncio.
Que sentimento é esse que tardiamente se revela
mostrando o outro lado do coração?
e pode um coração ter lados
repletos de sentimentos e
lados vazios dos mesmos?
ignora a mente, a morte, a vida
mentirosamente, faz de conta,
cala amores, destroi prazeres
e decreta a ruína do castelo de sonhos, sonhados...
e a vida continua...na noite escura
e a noite continua na vida
e a vida pulsa como o bolero de Ravel,
ora noite, ora madrugada,
manhãs, tardes, noites, dias
quentes no verão...
e pausa...
na morte dos amores remetidos
ao canto da sala vazia...
lá se vão os espíritos,
os medos, os cortes, os nortes...
lá se vai o superego,
e a sobra do ego é colocado à mesa dos insensatos...
procura espaço, se ajeita, se impõe!
lá se vai escura, a noite sem lua
pedindo licença
para continuar a dança
que ensaiou na claridade do dia,
de corpo, de alma, de eros e calma...
cai na rua deserta e faz
morada na casa da solidariedade,
e samba ao som do implacável silêncio.
Que sentimento é esse que tardiamente se revela
mostrando o outro lado do coração?
e pode um coração ter lados
repletos de sentimentos e
lados vazios dos mesmos?
ignora a mente, a morte, a vida
mentirosamente, faz de conta,
cala amores, destroi prazeres
e decreta a ruína do castelo de sonhos, sonhados...
e a vida continua...na noite escura
e a noite continua na vida
e a vida pulsa como o bolero de Ravel,
ora noite, ora madrugada,
manhãs, tardes, noites, dias
quentes no verão...
e pausa...
na morte dos amores remetidos
ao canto da sala vazia...
Assinar:
Postagens (Atom)