quinta-feira, 19 de junho de 2008

Além , muito além

Recebi amigos em casa.

saudade
de minutos,
horas,
meses,
anos.

saudade bastante
para um
instante.

todos se
tornaram
o éramos,
o somos.

somamos nós
somamo - nos

além do mais
além do menos
além do tudo

do tempo,
do vento,
inventamos,
temperamos,
pactuamos,
perpetuamos.

na roda da saudade,
vem o som,
som amar,
somar.

vozes,
tons
perfeitos
e raros
e feitos
de anos
vividos.

refeitos.
feitos na hora,
como sempre foi.

domingo, 1 de junho de 2008

Sal

Cai a lágrima

de sal e mágoa...

faz rastro pela face

encharcando o peito

aliviando o coração

no dia frio de outono...

domingo, 25 de maio de 2008

leitura

Li Leminski :

por que

rola

esta dor

de contador

de desamor?

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Meu menino - caçula

canta, meu menino

o seu canto embala a minha vida

que deu a mim a felicidade de ser

sua mãe...

Canta , menino

que o seu canto tem raízes profundas!

( lembra o seu avô e as cordas do seu violão)

toca , insista aos seus dedos

para procurarem os acordes...

Toca as músicas dos Zecas, ( o baleiro e pagodinho)

mas não se esqueça da "bachianinha"

tão bem dedilhada pelo seu pai...

Canta a canção do João, do Chico, do Zé Ramalho

(tá no seu genótipo, na sua alma)

Toca Cartola ou mesmo Fagner

e deixa a sua mãe guardar para sempre

nas "alamedas da memória"

esses doces momentos de "amor de mãe"

nesta maravilhosa vida

de tê-lo como filho!!

Óbvio

O óbvio não está na cara,
nem nas palavras :
fica sob a luz do "abajur".
Somente o coração
conhece aquela penumbra
e traduz claro para a mente
cansada de mentir...
na penumbra se encontra o claro, o óbvio
as certezas "a media luz"
que ninguém vê
e que o coração traduz
e a alma ignora o dialeto ,
a mensagem...
cai doente: doença d'alma!
não tem olhos para atentar-se
e cai na profunda tristeza
de sentir-se só
"somente só"
deixando o óbvio
nos ínfimos raios de luz,
esquecido , cheirando a guardado
enquanto a vida passa...e cobra!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

minha menina

minha menina tem um quê
de gente grande
é uma mistura de mel , chocolate e chá verde
é rápida no pensar
corajosa pra enfrentar as dificuldades
fica de burro amarrado
quando contrariada
e não tem paciência com a lentidão
todo mundo tem que ter a clareza e a rapidez
da sua mente e da sua inteligência
minha menina é frágil
é cor de rosa
é um cocker espanhol
é uma violeta lilás
um arbusto florido
Nasceu na primavera , a minha menina...
e enfeita de flores a minha vida
a minha casa
o meu coração!
a minha menina
é grande no seu jeito de ser
e é mulher nas suas conversas
que me transformam
na sua ouvinte e na sua menina...
trocamos os papéis e ficamos iguais, igualmente
mãe e filha
filha e mãe
ah, a minha menina?
eu a amo por ser menina, mulher, filha ,companheira e amiga!

terça-feira, 13 de maio de 2008

saudade

vou telefonar para aqueles que eu amo:
para a Ana Júlia,
o Pedro,
Tiago
Fer
claudio
rafaela
fabiano
júlia
Priscila
Patricia
Cristiana
Voluzi
Marilda
Anete
Rogério
Tuon
Zezé
Ivani
Anna
Paulo
Dedé
Célia
Alaor
claudia
fernando
beto
Luciana
Parê
Armando
Goiaba
sérgio
Darlene
zeca
Cassia
Ivete
Sola
ieda
Rosinha
marcão
isabel
Bel
cleido
clarice
Ufa! estou sem fôlego e sem voz...