domingo, 20 de julho de 2008

Do alto

do alto , verde e azul e negra e amarela

Manaus, Manaos, mais nada...

nem é preciso...

a exuberância da água

fala por mim, por você...

enquanto me afasto da vastidão verde

me aproximo

das luzes, e são tantas,

que cobre São Paulo com uma manta

de lantejoulas e missangas coloridas.

Uma, veste verde com faixas negras e amarelas.

Outra, brinca de princesa e se enfeita de brilhos.

Ambas, despejam em mim o verde e as luzes

e me ensinam que a vida é muito mais...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

diferente

O feriado acabou

e na noite de nove,

penso no dez.

nada diferente, se não fosse

a alegria da viagem

sonhada.

que bom!

dia 13 tá aí

e quem disse que é dia de azar?

pra mim é dia de voar...

Mudança?

a vida me chama de volta
volto para o nada
nada que represente vida
vida não combina
com o cotidiano de viver as mortes.
Cansei.

não quero conviver
tão pouco vivenciar
o que deixou de ser vida...

nem lágrimas, nem palavras
hão de consolar.
não tem justificativa,
não tem juizo
não é justo...

não há porque entender a morte
pior aquela cujo o coração insiste
quando tudo mais já morreu.
por que insisto eu em ser a guardiã da vida?

passo os dias espantando a morte,
Dou-lhe rasteiras,
apago os rastros.

Dissimulada
traiçoeira, chega ela:
altiva, negra, imbatível,
gargalhando,
me atropela.

nem poemas, nem o amor perdido
nem a perda do "eu"
ou superego
dos caminhos,
dos limites...
nada justifica.

não quero mais
cansei.
quero cuidar de jardins.
quero plantar flores.

enfeitar a casa

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Além , muito além

Recebi amigos em casa.

saudade
de minutos,
horas,
meses,
anos.

saudade bastante
para um
instante.

todos se
tornaram
o éramos,
o somos.

somamos nós
somamo - nos

além do mais
além do menos
além do tudo

do tempo,
do vento,
inventamos,
temperamos,
pactuamos,
perpetuamos.

na roda da saudade,
vem o som,
som amar,
somar.

vozes,
tons
perfeitos
e raros
e feitos
de anos
vividos.

refeitos.
feitos na hora,
como sempre foi.

domingo, 1 de junho de 2008

Sal

Cai a lágrima

de sal e mágoa...

faz rastro pela face

encharcando o peito

aliviando o coração

no dia frio de outono...

domingo, 25 de maio de 2008

leitura

Li Leminski :

por que

rola

esta dor

de contador

de desamor?

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Meu menino - caçula

canta, meu menino

o seu canto embala a minha vida

que deu a mim a felicidade de ser

sua mãe...

Canta , menino

que o seu canto tem raízes profundas!

( lembra o seu avô e as cordas do seu violão)

toca , insista aos seus dedos

para procurarem os acordes...

Toca as músicas dos Zecas, ( o baleiro e pagodinho)

mas não se esqueça da "bachianinha"

tão bem dedilhada pelo seu pai...

Canta a canção do João, do Chico, do Zé Ramalho

(tá no seu genótipo, na sua alma)

Toca Cartola ou mesmo Fagner

e deixa a sua mãe guardar para sempre

nas "alamedas da memória"

esses doces momentos de "amor de mãe"

nesta maravilhosa vida

de tê-lo como filho!!