quinta-feira, 4 de setembro de 2008
a vida à mão
a arte de ser feliz.
a vida em riscos e rabiscos
toma a forma do autor .
não haverá igual
nem aqui, nem distante.
É ímpar o desenho livre
de quem o faz, à mão.
livre e bela
as cores, as formas
pintadas na tela .
ou a argila aos poucos
tomando a forma
dos sentimentos do autor.
à mão e à coração...
a forma e o sentimento
na branca tela,
mistura a tinta
à emoção...
(para a sorte das almas vazias de artes)
para os amigos: Dedé, Cleido , Novaes, Alzira, Alaor ...
sábado, 30 de agosto de 2008
Desconsidere
no fim do inverno
um frio , frio demais
estou sozinha com o meu "bem estar"
bem por estar comigo
e comigo discutir o que não vai bem.
não vai bem este desconforto
de ventania fora de época
vem a tempestade?
sei lá!
poderia vir
e arrumar o desarrumado
o desarrimo, o desatino,
que nem ata e nem desata
atravessa na bagunça da vida...
quero fazer a lista dos amigos
e as malas para o amanhã
no temporal,
no tempo,
nos destroços,
na tempestade.
domingo, 24 de agosto de 2008
"quereres"
contentar-se com o pouco ,
fica pouco.
mas, e com o nada?
Acovarda -se aquele
que nada muda,
diante do nada.
E a vida?
"Só tem uma, companheiro..."
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
agosto
"cantar...canta uma esperança"
choveu em agosto,
em mês de cachorro louco,
florescem as orquídeas
no meu quintal...
e se chove em agosto ,
terei mimos, petúnias,
violetas, primaveras
flor de maio , em agosto.
oposto a tudo...
o broto
da vida semente
semeada em ventre
da mais moça
inventa a festa
dos "entes",
e me perpetua
na vida que estou de passagem.
palavras
as vezes preciso das palavras
nem certas, nem erradas.
palavras são como alimento
engordam, nutrem a alma
quero a palavra escrita
e não mais a falada
a falada esconde a alma
a escrita,
dita a alma.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Sono
e coalhada.
encontrei a Zezé, o Geraldo
a Dedé.
pedi café.
falei com o sr Pedro
e terminei a quarta
com gosto de vinho
e um cansaço de 12 horas
na vertical.
caio na cama,
descanso o corpo.
e a cabeça?
lá em Brasília,
torcendo pro meu amigo trazer
o prêmio de melhor trabalho.
Quero viajar de novo
dançar tango no Caminito
ir à Ilha Bela,
e caminhar até Bonetes
passando pela cachoeira
e pelo Julião.
Na mala levo a bagagem:
poemas do Pessoa,
crônicas do Cony,
palavras do Rubem Alves,
psicologia jungiana da Clarissa,
frases do Leminski,
filosofia do Niezstche´
música do joão,
uma água de côco,
e pouca roupa,
pra não tomar
o lugar dos sonhos,
dos embrulhos de emoções,
dos pacotes de contos,
do filme da memória
da fotografia do passado.
Será que o amor
ao nível do mar,
rolando nas ondas,
batendo nas pedras,
enroscando no chapéu - de - sol
acabou se queimando na areia da praia?
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Reflexão
Começaria tudo de novo?
Sem nada mudar, nada, nada?
sim, me soa falso.
Como começar de novo uma vida já vivida ?
e conhecendo
o bem feito,
o não feito
e o mau feito?
Como assim? Tudo igual ? Sem mudar ?
e os momentos em que a mente
preocupada, desconfiada,
trabalha dia a dia para esquecê-los?
Quem se disporia?
Viver todos os momentos já vividos...
Penso , viver o vivido
sem mudar absolutamente nada?
Quem, humano, se arriscaria?
uma lista de acertos
e não acertos para se reviver , óbvio?
a belíssima "Começaria tudo outra vez" valeria?
A vida vivida de novo, sem mudar nada!
Quem ousaria?
certeza de tudo, de verdade,
repetir a vida
sem modifica-la , argumentem...
Estou curiosa.